"Cidade Oculta", Arrigo Barnabé (1986)
- Renan Chaves

- há 22 horas
- 1 min de leitura
Oi, pessoal! Renan aqui novamente. Dando continuidade ao nosso ciclo mais audiovisual/cinematográfico, a indicação de hoje explora a estética urbana, noturna e marginal da São Paulo dos anos 1980, a partir da criação de um dos expoentes da Vanguarda Paulistana.
Minha sugestão é a escuta das músicas do filme Cidade Oculta (1986), dirigido por Chico Botelho. Trata-se de um registro interessante de como a chamada Vanguarda Paulistana dialogou com o cinema. Composta e produzida por Arrigo Barnabé, a obra constrói, junto às imagens, o clima neon, policialesco e transgressor das madrugadas paulistanas, numa estética que podemos chamar de neo-noir. As composições navegam pelo pop, jazz, rock e música eletrônica de forma experimental, incorporando serialismos e desafiando o tonalismo — se encaixando em algo que talvez possamos, num contexto mundial, chamar de pós-punk/new wave. A trilha musical reúne interpretações de, por exemplo, Ney Matogrosso, Tetê Espíndola e Patife Band.
FICHA TÉCNICA
Composição: Arrigo Barnabé
Produção musical: Dino Vicente e Arrigo Barnabé
Coordenação artística: Durval Ferreira
Intérpretes/participações: Arrigo Barnabé, Ney Matogrosso, Tetê Espíndola, Patife Band, Vânia Bastos, Ana Amélia e Sossega Leão
Lançamento: 1986 (Gravadora Polygram / Selo Barclay)
PAÍS
Brasil
TIPO DE SOM
Trilha Musical / Vanguarda Paulistana / Experimental/ Pós-punk/ New Wave
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