“FRONT LADEIRA”, AtiKum (2025)
- Lucas Bonetti

- há 12 minutos
- 2 min de leitura
Olá, gente! Seguindo com as nossas indicações, o Giorno Conti enviou uma sugestão pelo formulário do grupo: o álbum FRONT LADEIRA (2025), do AtiKum. Se alguém quiser mandar também, o link para envio está na descrição do grupo. Segue texto do Giorno:
AtiKum é uma experiência sonora onde as fronteiras entre erudito e experimental se dissolvem. Paisagens sonoras que atravessam dos espectros do techno ao mundo da música de concerto, com um toque auditivo do psytrance. O artista soteropolitano Ayres Marques começou a desenvolver música utilizando objetos cotidianos e brinquedos obsoletos de sua infância em 2009, avançando para os estudos em música eletrônica em meados de 2015. O álbum FRONT LADEIRA (2025) é um álbum genuinamente original, criativo, sensível e riquíssimo em conteúdo, fato que transparece com a fineza de suas escolhas texturais e paisagens sonoras construídas com esmero, levando em consideração cada detalhe, desde o conteúdo simbólico até as escolhas de masterização. De acordo com o artista: “É um agradecimento à música eletrônica periférica, principalmente às vertentes que são underground. O título FRONT LADEIRA foi escolhido para dar um sentido e território à obra.“ A capa do álbum é uma colagem digital feita por ele próprio que teve como base uma fotografia que o artista fez em uma ladeira de uma região periférica de Ondina onde ele observa “uma vida e efervescência musical forte” e que “na periferia se vê a música eletrônica se transformando e se desenvolvendo enquanto em regiões com mais poder aquisitivo da cidade a tendência é para uma atmosfera musical mais conservadora.” Então conclui: “Este álbum é um conceito que apresenta não só sons muito endêmicos mas também a própria possibilidade destes sons se transformarem”. A música eletrônica está em tudo, principalmente depois do surgimento e desenvolvimento do mundo digital e com a popularização de instrumentos com bases eletroacústicas. Ritmos populares passam a aderir componentes estéticos da música eletrônica, como funk, arrocha, pagode. Passa a ser possível então imaginar o surgimento de uma Música Eletrônica Clássica como subproduto desta pasteurização e assimilação destes elementos em outros gêneros. AtiKum nos convida a contemplar e acolher as diferentes faces da Música Eletrônica enquanto “laboratório de formas de resistência social e fazer artístico significativo para além do fazer comercial.” e aponta “a música eletrônica, em virtude respira a criatividade radical, se tornando um código de tensionamento sociopolítico e proporcionando um fazer musical crítico.”
FICHA TÉCNICA
Ayres Marques (produtor e compositor)
PAÍS
Brasil
TIPO DE SOM
Psyjazz, Trance, Instrumental, Blues
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