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"Branco", Douglas Germano (2025)

  • Foto do escritor: Lucas Bonetti
    Lucas Bonetti
  • 3 de out.
  • 2 min de leitura

Esses dias Douglas Germano lançou seu álbum Branco, uma daquelas escutas urgentes que exigem a nossa atenção total. Tendo ouvido (muitas vezes) seus discos anteriores, Golpe de Vista (2016) e Escumalha (2019), percebo que Douglas reitera uma personalidade composicional bem clara. Seu violão conduz de um jeito potente e inventivo, sendo envolvido por uma percussão densa que se equilibra entre a roda, a escola e o terreiro. A produção/mixagem por horas é ousada para um disco de samba, as vozes solistas, com dobras que flertam com o pop, criam uma sensação de espacialidade que expande o palco sonoro. De maneira geral a sonoridade é forte: “acorde que arde”, como diz a letra de “Tudo é Samba”. Também gosto muito do jeito que as intervenções do coro dialogam com as composições, trazendo a gente, como ouvintes, para dentro do grupo. Outro acerto notável desse álbum, e que, a meu ver, deveria se tornar norma na era do streaming, é o uso da faixa final como um 'áudio encarte' ou faixa de créditos. Partindo do princípio de que a dificuldade em acessar os créditos nas plataformas invisibiliza agentes importantes, essa atitude ressalta a mensagem de que Branco é um álbum que preza pela força do coletivo. Boa escuta!


FICHA TÉCNICA

Compositores:

Douglas Germano, com parcerias de Luiz Antonio Simas (Tudo é Samba, Xaxará, Desbancando Gordon Banks), Fábio Peron (Ruge leão, troveja Xangô, Ode do pode não pode, Branco), Roberto Didio (Zelite), Alfredo Del Penho (Ramo) e Márcia Fernandes (Bala Perdida)


Músicos e Instrumentação:

Douglas Germano (violão, voz, violoncelo, cavaquinho, percussão (ferros, atabaques, tamborins, pandeiros, triângulo, surdo, cuíca, caixa, zabumba, agogô, berimbau, etc.)

Henrique Araújo (violão tenor e cavaquinho)

Junior Pita (violão 7)

João Poleto (flautas)

Passoca (viola)

Juliana Rodrigues (piano)

Os Bicudos - Grazi Pizani e Pedro Moreira (trombone, trompete e flugelhorn)

Marcelo Cabral (batidas eletrônicas)

Rafael Toledo (pandeiros)

Cristiano José da Silva (Rum Rumpi Lé e ferros)

Thiago Faria (violoncelo)

Loreta Colucci (Voz Principal em Tudo é Samba)

Alfredo Del Penho (Oração de benzimento em Ramo)

Fábio Peron (Rogo a São Jeronimo em Ruge leão, troveja Xangô)

Roberto Didio (Comentário final em Zelite)

Márcia Fernandes (Participação em Bala Perdida)


Coro:

Dulce Monteiro, Ivan Ribeiro, Loreta Colucci, Luciana Vieira, Maraísa, Marcelo Santos, Negravat, Rita Bastos, Rodrigo Morales, e Tania Viana.


Douglas Germano (direção artística, produção, direção musical, arranjos e produção executiva)

Alex Angeloni (técnico de gravação)

Guilherme Ramos (mixagem e masterização)

Deiverson Ribeiro (direção de arte e capa)


Gravado no Estúdio Eifel em Santo André – SP entre março de 2024 e junho de 2025.e


PAÍS

Brasil


TIPO DE SOM

Samba


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